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Entrevista com Ana Fontes :: Rede Mulher Empreendedora

Inspiração para qualquer empreendedora do país, Ana Fontes foi eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil em 2019 pela revista Forbes e, hoje, lidera três grandes projetos: a Rede Mulher Empreendedora, a Aceleradora Herd e o Instituto RME, que capacita para os negócios mulheres em situação de vulnerabilidade.



A Rede Mulher Empreendedora, que hoje conta com mais de 500 mil empreendedoras, atua há mais de 10 anos promovendo conexões, capacitações, mentorias e gerando oportunidades profissionais para mulheres. Assim como o FREELAS, a RME defende a importância da representatividade, da colaboração e de fomentar boas práticas no ecossistema empreendedor como um caminho para a transformação social.


A alagoana foi uma precursora no desenvolvimento de iniciativas que tivessem como pauta principal o apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil e, por isso, foi nossa primeira convidada para a série de entrevistas do FREELAS.


Mais do que inspirar mais mulheres a não desistirem de seus sonhos, Ana Fontes compartilha sua visão sobre negócios e como as empresas devem se posicionar para garantir sua sobrevivência nesses novos tempos. Confira!


1. Na sua opinião, o que é gerir um negócio como uma mulher?

É gerir um negócio com muita criatividade, coragem e resiliência. Precisamos disso tudo para sobrevivermos na sociedade e acredito que nos negócios isso também se aplica.


2. O que você acredita que as empresas podem fazer para incorporar práticas mais inclusivas no ambiente de trabalho?

Primeiramente contratar mulheres para assumirem posições estratégicas dentro da corporação. O lado mais humano levado por elas pode tornar o ambiente muito mais inclusivo. Acredito que promover capacitações para falar sobre a igualdade de gênero e como banir o machismo podem ser de grande valia. Além disso, aumentar a licença paternidade é essencial. O homem, tanto quanto a mulher, precisa ter consciência sobre o papel dele dentro de casa e na família. Essa coisa de “eu ajudo” já está ultrapassada. Importante considerar que diversidade é uma jornada, não é uma única ação. Mudar questões estruturais exige dedicação e disciplina, mas certamente todos ganham: ganha a sociedade, ganha a empresa e ganham as pessoas.


3. Pensar em posicionamento de marca já não era uma questão opcional. O que você acha que mudou em relação a isso nesse momento em que estamos vivendo?

O cliente ficou mais exigente. Em tempos tão polarizados e com inúmeras opções, ele destina sua verba para algo que acredita. Isso fez e tem feito cada vez mais com que empresas levantassem bandeiras e, com isso, também aumentassem seus lucros, por atrair aquele público disposto a converter não só por ele, mas pela causa e pela necessidade de se reafirmar.


4. Hoje, para uma empresa se manter relevante, ela precisa estar alinhada às novas tendências do mercado. De que maneira você acredita que valores como diversidade, inclusão e representatividade estão sendo vistos pelas grandes marcas?

Eles estão vendo que é algo que não dá mais para ignorar ou adiar. Ainda naquela questão do cliente mais exigente nessa revolução tecnológica, se uma grande empresa quer fingir que tem inclusão, representatividade e diversidade, ela é descoberta, exposta e cancelada. Mesmo que seja por uma pressão, acredito que as mudanças estão vindo a galope. E são mudanças essenciais para um mundo mais justo. Tem empresas que já nasceram com esse DNA de inclusão, isso que estou falando é para aquelas com 100% de homens brancos, cis e heterossexuais nas posições mais altas, que retratava fielmente a pirâmide das desigualdades.

Falo mais sobre isso neste artigo que escrevi para o Valor Investe .


5. Para você, o que é uma empresa conectada com os valores do futuro?

É uma empresa alinhada com a inovação, ou seja, que não está só ali no campo das ideias, mas que efetivamente executam projetos para um mundo mais justo, com mais oportunidades para pessoas diversas. Além disso, é uma empresa preocupada com o meio ambiente, outro tema super em alta e inadiável também.


6. Estimular o ecossistema com boas práticas e ajudar a construir uma cultura socialmente responsável dentro e fora das empresas são demandas extremamente necessárias. O que você pensa disso e como acredita que as empresas estão lidando com essas novas demandas de mercado e de responsabilidade social?

Em tempos de ESG e ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – é fundamental que as empresas estejam atentas não só à lucratividade mas, também, ao seu papel na sociedade, à responsabilidade com a transformação social. Vivemos no 7º. país mais desigual do planeta e não podemos olhar somente para o poder público. Nossas ações como instituições e a sociedade civil tem responsabilidades, seja em contemplar a diversidade em suas organizações, repensar os modelos de negócios e fundamentalmente assumir que a transformação social não acontece se todos nós não estivermos comprometidos com ela.


7. As mulheres foram as mais impactadas pela pandemia. De acordo com o Pnad, 7 milhões de mulheres perderam seu trabalho, uma taxa 25% superior a dos homens. Hoje, a participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor desde 1990. Como você acredita que será possível revertermos esse quadro?

Com metas claras de contratação de diversidade. Isso é extremamente necessário e as empresas só têm a ganhar com isso.


Para garantir representatividade e um bom posicionamento para a sua marca, conheça mais dos serviços que o FREELAS oferece, trazendo o impacto social para as ações internas e externas da sua organização.







Sophia Prado, Doutoranda em Antropologia na Universidade Federal Fluminense, pesquisa o empreendedorismo feminino como forma de resistência. É advogada, cineasta, sócia co-fundadora e diretora executiva da ColetivA DELAS e do FREELAS, onde também atua como roteirista, consultora e diretora audiovisual.











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